800 x 600 … Pesadelo dos designers x Futuro

27 05 2008

Quantas vezes você já passou na frente de uma loja de eletrodomésticos, viu aquela infinidade de monitores LCDs e imaginou o maior deles funcionando no seu computador? É… por mais que as estatísticas tenham começado a mostrar que a compra de monitores maiores e placas de vídeo mais “potentes” aumentou bastante, não significa dizer que websites mais largos possam continuar em seu contínuo alargamento. Péssima notícia para os designers não? A briga para acabar com os 800×600, ainda não havia chegado ao seu fim, e este, com a chegada dos mobile, está muito mais distante, principalmnete com a chegada do iPhone e seus concorrentes (Nokia 770, Nokia N800…). 

Foto de um iPhone com um site em seu Browser

Valter Wolf, da Nokia Siemens Network, estima que a mudança para o aumento das plataformas dos celulares deve ocorrer em cerca de cinco anos, sendo muito influenciada pela popularização do 3G. Hoje em dia, estima-se ter apenas 6% dos cerca de 125 milhões de usuários de celulares no Brasil utilizando a internet pelo aparelho. Mas, neste futuro próximo, poderemos alcançar patamares maiores, como 20%. Então, a partir deste ponto, teremos um universo bastante significativo para darmos prioridades ao desenvolvimento a resoluções de tela maiores.

Não quero me resumir apenas a Mobile… até porque muitos destes ainda usam resolução menores que 800×600, como por exemplo o própio iPhone (320 por 480 pixels). Vamos falar também sobre o queridinho da criançada, os subnotebooks de 7 e 8,9 polegadas. De fato os mais baratos do mercado, além de ser os mais comprados pela classe C brasileira, , são também o presente para os filhos pequenos que tanto sonham em  ter um notebook. Estas soluções como o Asus Eee Pc e o Positivo Mobo, podem ter sua reslução redefinida, mas nos dois casos o usuário deve preferir manter a definição de fábrica, que é de 800 x 600. Deixando claro que a classe C é a faixa de consumo em tecnologia doméstica que mais cresce no Brasil.

Os sites deverão ser acessados, cada vez mais, por usuários com resoluções de tela pequenas. Existem algumas soluções possíveis para evitar problemas com este desenvolvimento, como por exemplo trabalhar com telas flexíveis (tendo cuidado apenas com a largura mínima e máxima) e fazer versões diferentes de folha de estilo para cada resolução de tela usando JavaScript para verificar qual delas aplicar (uma dor de cabeça para os desenvolvedores).

Então… Sabemos o quanto não é proveitoso desenvolver para plataformas limitadas, o ideal é tentar atingir o maior público possível, sendo ele o público alvo ou não. Este é um novo desafio para o trabalho em conjunto das equipes. Arquitetura da Informação com Design e Usabilidade aplicáveis dos PCs com tela de 24 polegadas aos Pequenos Mobiles. Um desafio bem grande não acham?


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4 responses to “800 x 600 … Pesadelo dos designers x Futuro”

28 05 2008
Luiz Tiago (09:53:13) :

Com certeza, grande desafio!

Seria bom que pudéssemos definir as versões diferentes para cada tamanho de tela no próprio CSS, não era ?!
Trabalhar com javascript para isto realmente não é bom … =\
Por enquanto, acho que a melhor solução é fazer folhas de estilo diferentes para cada tipo de mídia. Será que os usuários de mobile gostam de ver apenas informações ou eles querem direitos iguais e querem o layout todo bonitinho ?!

28 05 2008
Tiago Franklin (13:51:49) :

tentativa de resposta a indagação do post anterior:
querem o layout todo bonitinho… mas não com a estética parecida com as dos Browers. Outras formas de navegação requerem outras formas de acesso. Haverá o nascimento de ecologias cogntivas próprias para os usuarios destes aparelhos.

teremos de tomar cuidado é de como adequar este layout bonitinho, sem que a beleza se caracterize em mais informações para se “ler” na tela de 800 por 600.

Bem não é nem uma questão de layout bonitinho, pq beleza é uma caracteristica muito subjetiva e que varia de pessoa pra pessoa. mas defendo que uma diagramação deve ser pensada sim, de forma a adequar a informação ao acesso para estes users. enfim habilidades de arq de informação e usabilidade serão requisitadas.

pelo o que li o mais legal é que são duas tendencias lateralmente opostas: o aumento das telas no espaço urbano (porpagandas pela cidade), aumento das telas em casa (Tv e monitor do Pc), incorporação de telas no espaço domestico (cozinha, geladeira, carros, onibus) e a “minituarilização” das telas nas palmas das mãos e ou em óculos. enfim muitos desafios se pensarmos em todas estas telas como possíveis terminais de acesso a rede informacional.

19 06 2008
MAQ (17:41:39) :

Se forem feito layouts líquidos, no mínimo elásticos (com mínimo e máximo, onde o mínimo seja igual a 800 x 600) e trabalharmos com handhelds, tudo estará resolvido. Os designers que não se adaptarem a um layout que esteve nas telinhas desde há muito e que todos sabiam fazer, não será por falta de criatividade?

Sugiro a leitura de dois textos:
http://www.acessibilidadelegal.com/13-layout.php
e
http://www.bengalalegal.com/23-disp-moveis.php

Além disso, todos, arquitetos da informação, profissionais de usabilidade, designers e apaixonados por webstandards ainda terão de se adaptar a acessibilidade. Pessoas com deficiência já são 24,6 milhões no Brasil, desde 2000, pelo IBGE e navegadores que não renderizam com igualdade também.não são milhões, mas dão o equivalente em trabalho!

Abraços acessíveis do MAQ.

19 06 2008
MAQ (17:44:54) :

Errei o endereço do segundo texto:
será:
http://www.acessibilidadelegal.com/23-disp-moveis.php
Perdoem-me, MAQ.

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