Mais uma vez: SCROLL

20 08 2008

No último sábado, Robson Santos apresentou um modelo de navegação, encontrado no site do evento Embaixada Pernambucana, no estilo “folder”. Já falei bastante no post anterior sobre o uso do Scroll, mas não cheguei a falar deste exemplo, até porque… quem lembrava dele?

Sobre este sistema de navegação, há mais de um ano, alguns alunos do Curso de Web Design na Faculdade Marista daqui de Recife desenvolveram uma solução que tratava do calendário de um evento e esta, apresentava uma interface semelhante a aquel do site da Embaixada e houve uma divisão regular das opiniões.

Um relato engraçado foi feito por Diego Mascarenhas, onde o mesmo afirmou que “quando li “Navegação tipo folder” eu fiquei imaginando umas pastas a lá Windows Explorer. Pra mim isso é uma navegação tipo “classificados de domingo”.” E, realmente, foi uma ótima ressalta (risos).

Sobre a experiência, no site, pude perceber que existia navegação horizontal devido ao scroll 360 graus do mac e, mesmo assim, não é de fácil percepção, pelo motivo de aparecer os dias 19, 20 e 21 de agosto.

Visualização do site da Embaixada Pernambucana

Apresentando interfaces deste estilo e mais amigáveis, temos como exemplo os sites do InterCon e do nDesign 2007 onde ambas utilizam a navegação horizontal e só.

Semana passada, no blog Smashing Magazine, falaram sobre o assunto e pode ser visto clicando aqui. Foram apresentados apenas sites e interfaces estrangeiros, entre elas o PicLens e o Plurk ambos com uma boa usabilidade, embora o segundo com a observação que a navegação horizontal funciona não só no arrastar/soltar e scroll do appple mighty mouse, mas também com scroll vertical dos mouses mais comuns.

É claro que podemos inovar e prover de uma estética do estilo mostrado neste post. Mas até que ponto seria ideal “inovar”? O cuidado com a palavra Inovar não é em vão. Talvez uma simples mudança de organização do conteúdo, mesmo usando o scroll horizontal, mas sem espaços em brancos nos dias em que têm-se menos eventos, tornaria esta experiência bem mais confortável.



A função da função *Por Lígia Fascioni

11 08 2008


Este fim de semana, li um post bem interessante escrito por Lígia Fascioni. Nele, tenta-se explicar a seguinte pergunta: “…como não se perder nos encantos da estética deixando de lado a funcionalidade do objeto?”. Então ela apresenta  ” As sete leis do design funcional” escrito por Dustin M. Wax.

Vários Lápis de cores diferentes e enfileirados

“Penso que tudo o que a gente fizer nesse mundo deve contar com o máximo do nosso talento para ficar lindo. Mas também tem que servir para aquilo que foi feito, senão, para que gastar tanta energia?    

A questão é que servir, nesse caso, pode ter um monte de significados. A função de um objeto pode ser principalmente provocar sensações e sentimentos, como uma escultura ou um toy-art, por exemplo. Mas cadeiras também devem ser lindas e precisam funcionar como suporte para quem quer sentar. E como não se perder nos encantos da estética deixando de lado a funcionalidade do objeto? 

… Então, o negócio é o seguinte: se você quer criar uma coisa que realmente funcione, não deixe de se fazer essas perguntas antes de dar o trabalho por terminado.”

Vale a pena conferir! 

Link direto para A função da função.



O uso do SCROLL

30 07 2008
Ilustração de barra de rolagem vertical e Horizontal

Existem diversos mitos sobre os perfis e ações dos usuários da web. Um deles fala que “Ninguém rola a página”. Nielsen, desde 2004, já considerava o scroll um fator contra a usabilidade e com o passar do tempo começou a “mudar” alguns de seus conceitos, “Scrolling Now Allowed” (Changes in Web Usability Since 1994). Embora no decorrer deste alertbox possa ser encontrado: “Scrolling still reduces usability” onde, para ele, a mera exibição ou não da barra de rolagem tem impacto na usabilidade, ao visitar seu site (useit.com), podemos pensar que ele é adepto do “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”, pois existe um “scrollzão” estampado no lado direito do browser.

Então vamos levar à nossa realidade e atribuir esta pergunta:

Será mesmo que NINGUÉM rola a página? 

Por alguma vez, seu gerente já comentou que seu design ou seu modelo de arquitetura está com um scroll grande? E os clientes? Já devem ter faltados argumentos para explicar que o conteúdo pode e deve estar visível mesmo contendo uma rolagem na página. Nielsen, no seu livro Usabilidade na Web, revela que, em suas pesquisas, os usuários que rolavam a tela eram cerca de 23% na primeira visitação da Homepage. Nesta mesma pesquisa, comprova que nas páginas internas o percentual de usuários que rolaram a tela cresceu de forma significativa. Uma outra pesquisa,  desta vez realizada pelo Click Tail Blog, revela que, em cerca de 80.000 page views de centenas de sites diferentes, 91% porcento das páginas são longas o suficiente para conter scroll; dessas, 76% foi deslocado um pouco da rolagem e em 22% delas, a rolagem foi efetuada até o rodapé do site.

E por que ainda não é ideal usar o scroll? 

Quem disse que não é? O fato é que devemos saber a ocasião ideal para seu “surgimento”. Em um trabalho da Jared Spool (www.uie.com/) é revelado que os usuários não se importam em fazer rolagem da página para encontrar o conteúdo que procuram, mas que eles deixam de fazê-la quando elementos horizontais da página sugerem que não há mais nada para se ver abaixo. Para exemplificar, mostro o portal globo.com, onde o título das categorias Notícias, Esportes e Entretenimento são exibidos na primeira tela do site (ou primeira dobra do jornal). 

Visualização do portal Globo.com

Imagine este portal, ou até mesmo o G1, adequando-se a filosofia “no-scroll”… Impraticável! mesmo atribuindo os conceitos Bruno Rodrigues da utilização de Chamada, Conteúdo Genérico, Conteúdo Expandido e Conteúdo Restrito, para dividir o “tipo” e “aprofundamento” do conteúdo para o leitor.

Outra boa tática para influenciar o usuário a rolar a tela seria o uso de imagem no corte da tela. Desde que esta seja de conteúdo, o usuário, se interessado, irá rolar para ver qual a informação passada por ela e assim verificaria todo resto do texto. Embora, para os dois últimos exemplos, deve-se ter muito cuidado com a resolução de tela utilizada pelo usuário e, principalmente, com a nova tendência do mobile e suas mais diversas resoluções (tema pelo qual devo dar continuidade com meu amigo Tiago Franklin, mestrando em artes (arte e tecnologia) e pesquisador das tecnologias móveis).



800 x 600 … Pesadelo dos designers x Futuro

27 05 2008

Quantas vezes você já passou na frente de uma loja de eletrodomésticos, viu aquela infinidade de monitores LCDs e imaginou o maior deles funcionando no seu computador? É… por mais que as estatísticas tenham começado a mostrar que a compra de monitores maiores e placas de vídeo mais “potentes” aumentou bastante, não significa dizer que websites mais largos possam continuar em seu contínuo alargamento. Péssima notícia para os designers não? A briga para acabar com os 800×600, ainda não havia chegado ao seu fim, e este, com a chegada dos mobile, está muito mais distante, principalmnete com a chegada do iPhone e seus concorrentes (Nokia 770, Nokia N800…). 

Foto de um iPhone com um site em seu Browser

Valter Wolf, da Nokia Siemens Network, estima que a mudança para o aumento das plataformas dos celulares deve ocorrer em cerca de cinco anos, sendo muito influenciada pela popularização do 3G. Hoje em dia, estima-se ter apenas 6% dos cerca de 125 milhões de usuários de celulares no Brasil utilizando a internet pelo aparelho. Mas, neste futuro próximo, poderemos alcançar patamares maiores, como 20%. Então, a partir deste ponto, teremos um universo bastante significativo para darmos prioridades ao desenvolvimento a resoluções de tela maiores.

Não quero me resumir apenas a Mobile… até porque muitos destes ainda usam resolução menores que 800×600, como por exemplo o própio iPhone (320 por 480 pixels). Vamos falar também sobre o queridinho da criançada, os subnotebooks de 7 e 8,9 polegadas. De fato os mais baratos do mercado, além de ser os mais comprados pela classe C brasileira, , são também o presente para os filhos pequenos que tanto sonham em  ter um notebook. Estas soluções como o Asus Eee Pc e o Positivo Mobo, podem ter sua reslução redefinida, mas nos dois casos o usuário deve preferir manter a definição de fábrica, que é de 800 x 600. Deixando claro que a classe C é a faixa de consumo em tecnologia doméstica que mais cresce no Brasil.

Os sites deverão ser acessados, cada vez mais, por usuários com resoluções de tela pequenas. Existem algumas soluções possíveis para evitar problemas com este desenvolvimento, como por exemplo trabalhar com telas flexíveis (tendo cuidado apenas com a largura mínima e máxima) e fazer versões diferentes de folha de estilo para cada resolução de tela usando JavaScript para verificar qual delas aplicar (uma dor de cabeça para os desenvolvedores).

Então… Sabemos o quanto não é proveitoso desenvolver para plataformas limitadas, o ideal é tentar atingir o maior público possível, sendo ele o público alvo ou não. Este é um novo desafio para o trabalho em conjunto das equipes. Arquitetura da Informação com Design e Usabilidade aplicáveis dos PCs com tela de 24 polegadas aos Pequenos Mobiles. Um desafio bem grande não acham?



Protótipos com o PowerPoint

10 05 2008

Link para a página de download do PowerPoint Prototyping ToolKit

Cansado de fazer seus protótipos à mão ou com Fireworks?

Este toolkit pode ajudar bastante para prototipação de suas interfaces. Serve tanto para desenvolvimentos web como para desktops. 

Microsoft Design prototyping with PowerPoint