Itália na era digital: um panorama sobre os sites institucionais na Itália

1 08 2008
Itália na era digital: um panorama sobre os sites institucionais na Itália

A Arquiteta da Informação Paola Sales, a pouco, acabou de realizar uma pesquisa sobre o panorama do desenvolvimento nos sites institucionais na Itália. Nesta, três sites foram analisados sobre a visão da usabilidade, arquitetura de informação, acessibilidade e redação. 

Esta monografia desenvolvida por Paola ficou muito boa, aborda temas importantes e é focado em sites existentes de uma forma bastante didática. Dessa forma, é possível observar a importância de assuntos como heurísticas e utilização dos breadcrumbs durante a navegação em um site.

No trabalho, é possível verificar que a Itália está um pouco atrasada em comunicação digital e necessita implementar grande parte dos temas citados na pesquisa. Grandes portais não seguem boas práticas indicadas por estudos de usabilidade.

Mais uma vez gostaria de parabenizar nossa amiga Paola pelo trabalho realizado. 

Link direto para download: (paolasales_TFC.pdf, 4,04 MB)

Indico esta leitura para todos os interessados da área.



O uso do SCROLL

30 07 2008
Ilustração de barra de rolagem vertical e Horizontal

Existem diversos mitos sobre os perfis e ações dos usuários da web. Um deles fala que “Ninguém rola a página”. Nielsen, desde 2004, já considerava o scroll um fator contra a usabilidade e com o passar do tempo começou a “mudar” alguns de seus conceitos, “Scrolling Now Allowed” (Changes in Web Usability Since 1994). Embora no decorrer deste alertbox possa ser encontrado: “Scrolling still reduces usability” onde, para ele, a mera exibição ou não da barra de rolagem tem impacto na usabilidade, ao visitar seu site (useit.com), podemos pensar que ele é adepto do “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”, pois existe um “scrollzão” estampado no lado direito do browser.

Então vamos levar à nossa realidade e atribuir esta pergunta:

Será mesmo que NINGUÉM rola a página? 

Por alguma vez, seu gerente já comentou que seu design ou seu modelo de arquitetura está com um scroll grande? E os clientes? Já devem ter faltados argumentos para explicar que o conteúdo pode e deve estar visível mesmo contendo uma rolagem na página. Nielsen, no seu livro Usabilidade na Web, revela que, em suas pesquisas, os usuários que rolavam a tela eram cerca de 23% na primeira visitação da Homepage. Nesta mesma pesquisa, comprova que nas páginas internas o percentual de usuários que rolaram a tela cresceu de forma significativa. Uma outra pesquisa,  desta vez realizada pelo Click Tail Blog, revela que, em cerca de 80.000 page views de centenas de sites diferentes, 91% porcento das páginas são longas o suficiente para conter scroll; dessas, 76% foi deslocado um pouco da rolagem e em 22% delas, a rolagem foi efetuada até o rodapé do site.

E por que ainda não é ideal usar o scroll? 

Quem disse que não é? O fato é que devemos saber a ocasião ideal para seu “surgimento”. Em um trabalho da Jared Spool (www.uie.com/) é revelado que os usuários não se importam em fazer rolagem da página para encontrar o conteúdo que procuram, mas que eles deixam de fazê-la quando elementos horizontais da página sugerem que não há mais nada para se ver abaixo. Para exemplificar, mostro o portal globo.com, onde o título das categorias Notícias, Esportes e Entretenimento são exibidos na primeira tela do site (ou primeira dobra do jornal). 

Visualização do portal Globo.com

Imagine este portal, ou até mesmo o G1, adequando-se a filosofia “no-scroll”… Impraticável! mesmo atribuindo os conceitos Bruno Rodrigues da utilização de Chamada, Conteúdo Genérico, Conteúdo Expandido e Conteúdo Restrito, para dividir o “tipo” e “aprofundamento” do conteúdo para o leitor.

Outra boa tática para influenciar o usuário a rolar a tela seria o uso de imagem no corte da tela. Desde que esta seja de conteúdo, o usuário, se interessado, irá rolar para ver qual a informação passada por ela e assim verificaria todo resto do texto. Embora, para os dois últimos exemplos, deve-se ter muito cuidado com a resolução de tela utilizada pelo usuário e, principalmente, com a nova tendência do mobile e suas mais diversas resoluções (tema pelo qual devo dar continuidade com meu amigo Tiago Franklin, mestrando em artes (arte e tecnologia) e pesquisador das tecnologias móveis).



“A era da impaciência.”

5 06 2008

Já imaginou qual será o perfil do usuário do seu site? Faz idéia do perfil dos usuários dos grandes portais? E, em escala bem maior, qual o perfil dos usuários de toda a web?

Bem… respondendo às perguntas anteriores, imagina-se que o número de perfis dos usuários seja, no mínimo, enorme. É… a resposta é simples assim mesmo. Agora vamos pensar nas atitudes desses perfis dos usuários. Estudos realizados pela Nielsen Norman Group revelam que em 2004, 40% das pessoas visitavam primeiro a Página Inicial  de um site e depois navegavam até as informações que necessitavam. Hoje em dia, 60% dos usuários usam um link que leve direto para a página de dentro do site que contenha o conteúdo esperado. O grande significado destes dados é que, em 2008, 75% das pessoas usam mecanismos de busca para chegar diretamente ao conteúdo desejado.

Um exemplo desta realidade. Você entra num site de compras on line, digita o nome do produto e por um simples “S” na palavra (às vezes quase imperceptível) sua busca não traz os resultados esperados. E então qual o caminho mais fácil? Ir para o próximo Site.

Pronto, agora já podemos concluir a importância de uma boa estruturação de dados e desenvolvimento baseado nos sistemas de busca. Os usuários estão indo direto ao ponto. Vão ao site, completam sua tarefa/necessidade e vão embora.

Um grande enigma aparece neste momento. Será que a Beleza ainda é necessária? Sim! Sabemos que os sites devem conter um equilíbrio entre informações e layout. Mas com esta pesquisa podemos perceber que os usuários tendem a criar, cada vez mais, resistência a banners, promoções e outros elementos que tentem distraí-los. A eficiência dos mecanismos de busca é, com certeza, o grande diferencial para o usuário ter uma experiência perfeita com seu site.



800 x 600 … Pesadelo dos designers x Futuro

27 05 2008

Quantas vezes você já passou na frente de uma loja de eletrodomésticos, viu aquela infinidade de monitores LCDs e imaginou o maior deles funcionando no seu computador? É… por mais que as estatísticas tenham começado a mostrar que a compra de monitores maiores e placas de vídeo mais “potentes” aumentou bastante, não significa dizer que websites mais largos possam continuar em seu contínuo alargamento. Péssima notícia para os designers não? A briga para acabar com os 800×600, ainda não havia chegado ao seu fim, e este, com a chegada dos mobile, está muito mais distante, principalmnete com a chegada do iPhone e seus concorrentes (Nokia 770, Nokia N800…). 

Foto de um iPhone com um site em seu Browser

Valter Wolf, da Nokia Siemens Network, estima que a mudança para o aumento das plataformas dos celulares deve ocorrer em cerca de cinco anos, sendo muito influenciada pela popularização do 3G. Hoje em dia, estima-se ter apenas 6% dos cerca de 125 milhões de usuários de celulares no Brasil utilizando a internet pelo aparelho. Mas, neste futuro próximo, poderemos alcançar patamares maiores, como 20%. Então, a partir deste ponto, teremos um universo bastante significativo para darmos prioridades ao desenvolvimento a resoluções de tela maiores.

Não quero me resumir apenas a Mobile… até porque muitos destes ainda usam resolução menores que 800×600, como por exemplo o própio iPhone (320 por 480 pixels). Vamos falar também sobre o queridinho da criançada, os subnotebooks de 7 e 8,9 polegadas. De fato os mais baratos do mercado, além de ser os mais comprados pela classe C brasileira, , são também o presente para os filhos pequenos que tanto sonham em  ter um notebook. Estas soluções como o Asus Eee Pc e o Positivo Mobo, podem ter sua reslução redefinida, mas nos dois casos o usuário deve preferir manter a definição de fábrica, que é de 800 x 600. Deixando claro que a classe C é a faixa de consumo em tecnologia doméstica que mais cresce no Brasil.

Os sites deverão ser acessados, cada vez mais, por usuários com resoluções de tela pequenas. Existem algumas soluções possíveis para evitar problemas com este desenvolvimento, como por exemplo trabalhar com telas flexíveis (tendo cuidado apenas com a largura mínima e máxima) e fazer versões diferentes de folha de estilo para cada resolução de tela usando JavaScript para verificar qual delas aplicar (uma dor de cabeça para os desenvolvedores).

Então… Sabemos o quanto não é proveitoso desenvolver para plataformas limitadas, o ideal é tentar atingir o maior público possível, sendo ele o público alvo ou não. Este é um novo desafio para o trabalho em conjunto das equipes. Arquitetura da Informação com Design e Usabilidade aplicáveis dos PCs com tela de 24 polegadas aos Pequenos Mobiles. Um desafio bem grande não acham?



Etapas de desenvolvimento dos projetos web

29 04 2008

Esta semana andei dando uma olhada num material de AI quando me dei de cara com um slide de Melqui Jr. abordando Arquitetura da Informação em Websites. Ele apresenta um fluxo marcando simplificadamente  as fases de desenvolvimento de um projeto.

Como podes ser visto na imagem a abaixo, existem nove etapas para o desenvolvimento de um projeto, onde, dependendo da equipe de produção, estas etapas podem seguir de forma simultânea.

Fluxo simplificado de Projetos Web

Etapas de AI:
  • Prospecção
    • Análise Heurística; Pesquisa ao Cliente;
  • Briefing
    • Pesquisa de Público Alvo;
  • Planejamento
    • Pesquisa de Concorrência; Macroplanejamento do Projeto; Fluxograma do Site;
  • AI
    • Teste de Usabilidade; Macroarquitetura; Microarquitetura;
  • Conteúdo
    • Redação de Arquitetura; Estrutura da Informação; SEO (Search Engine Optimization);
  • Criação (Layout)
    • Visão Total do Projeto; Designer com foco total no Trabalho;
  • Produção
    • Processo de Montagem;
  • Tecnologia
    • Validação de usabilidade; Programação;
  • Publicação
    • Homologação do Projeto; Monitoramento Pós-publicação;
       

A importância de implementar estes processos de desenvolvimento podem não parecer fáceis, embora saibamos que isto melhora bastante o nível de organização, produtividade, qualidade, e o principal, satisfação e boa experiência do usuário final.

A grande realidade brasileira

As etapas de planejamento e desenvolvimento dos projetos web, na maioria dos casos, não são seguidas. A pesquisa de briefing  pode ser descartada pelo simples fato de “atrasar” as próximas etapas de desenvolvimento. Assim como as fases de AI e Conteúdo, onde são descartados os testes de usabilidade, macroarquitetura (definição das principais telas de fluxo), microarquitetura (definição de todas as telas de fluxo), estrutura da informação e SEO, passando direto para a fase de criação do layout.

No WUD 2007, aqui em Recife, entrou em discussão justamente este ponto de etapas de planejamento e desenvolvimentos. Pessoas se queixando do quanto é difícil implementar pesquisas de briefing e testes de usabilidade. Sabe-se o quanto é importante estes processos, mas julgam ser inviáveis.



Teoria da Percepção voltada a Usabilidade

25 04 2008

Como imaginar a forma que as pessoas irão olhar seu site ou um simples banner? Será que elas vão observá-los de uma forma diferente da que você idealizou? 

A percepção pode ser distorcida por uma série de fatores que podem estar no observador, no alvo da percepção ou no contexto da situação. Daí, pode-se perceber a complexidade em organizar uma boa Arquitetura da Informação e o que seria o “Design Perfeito”.

Fatores que Influenciam a Percepção

Visualizando a imagem acima, vimos que a percepção depende de vários fatores, entre eles, elementos diretamente ligados aos modelos de AI implementados e seu Design, que são Proximidade e Semelhança.

As informações devem ser organizadas de forma que todas ou um grupo de pessoas possam assimilar o propósito a ser passado no site. Para atingir diversos grupos, as informações devem ser organizadas de forma mais intuitiva, simples e agradável possível.

Bruno Rodrigues, em seu livro Webwriting, fala que para tornar a visita do internauta agradável ao seu site, é necessário fazer com que ele sinta-se em casa. Para isso precisa abordar os temas de forma a que seja capaz de seduzir pessoas da primeira a terceira idade. Design e conteúdo adequados são os principais responsáveis pela volta do usuário ao seu site.