Quantas vezes você já passou na frente de uma loja de eletrodomésticos, viu aquela infinidade de monitores LCDs e imaginou o maior deles funcionando no seu computador? É… por mais que as estatísticas tenham começado a mostrar que a compra de monitores maiores e placas de vídeo mais “potentes” aumentou bastante, não significa dizer que websites mais largos possam continuar em seu contínuo alargamento. Péssima notícia para os designers não? A briga para acabar com os 800×600, ainda não havia chegado ao seu fim, e este, com a chegada dos mobile, está muito mais distante, principalmnete com a chegada do iPhone e seus concorrentes (Nokia 770, Nokia N800…).

Valter Wolf, da Nokia Siemens Network, estima que a mudança para o aumento das plataformas dos celulares deve ocorrer em cerca de cinco anos, sendo muito influenciada pela popularização do 3G. Hoje em dia, estima-se ter apenas 6% dos cerca de 125 milhões de usuários de celulares no Brasil utilizando a internet pelo aparelho. Mas, neste futuro próximo, poderemos alcançar patamares maiores, como 20%. Então, a partir deste ponto, teremos um universo bastante significativo para darmos prioridades ao desenvolvimento a resoluções de tela maiores.
Não quero me resumir apenas a Mobile… até porque muitos destes ainda usam resolução menores que 800×600, como por exemplo o própio iPhone (320 por 480 pixels). Vamos falar também sobre o queridinho da criançada, os subnotebooks de 7 e 8,9 polegadas. De fato os mais baratos do mercado, além de ser os mais comprados pela classe C brasileira, , são também o presente para os filhos pequenos que tanto sonham em ter um notebook. Estas soluções como o Asus Eee Pc e o Positivo Mobo, podem ter sua reslução redefinida, mas nos dois casos o usuário deve preferir manter a definição de fábrica, que é de 800 x 600. Deixando claro que a classe C é a faixa de consumo em tecnologia doméstica que mais cresce no Brasil.
Os sites deverão ser acessados, cada vez mais, por usuários com resoluções de tela pequenas. Existem algumas soluções possíveis para evitar problemas com este desenvolvimento, como por exemplo trabalhar com telas flexíveis (tendo cuidado apenas com a largura mínima e máxima) e fazer versões diferentes de folha de estilo para cada resolução de tela usando JavaScript para verificar qual delas aplicar (uma dor de cabeça para os desenvolvedores).
Então… Sabemos o quanto não é proveitoso desenvolver para plataformas limitadas, o ideal é tentar atingir o maior público possível, sendo ele o público alvo ou não. Este é um novo desafio para o trabalho em conjunto das equipes. Arquitetura da Informação com Design e Usabilidade aplicáveis dos PCs com tela de 24 polegadas aos Pequenos Mobiles. Um desafio bem grande não acham?